Planejamento Estratégico de RH 2027
E-book gratuito · Método BDX

Planejamento Estratégico de RH 2027

Da estratégia do negócio às decisões de Pessoas. O método em 5 etapas que apresentamos em aula, com o case completo da Vértice e o canvas para você montar o plano da sua empresa.

  • 1A diferença entre ser relevante e ser estratégico, e por que ela muda o seu lugar na mesa.
  • 2Entender, Diagnosticar, Priorizar, Construir o roadmap e Defender o investimento.
  • 3O canvas do método para baixar em Word e aplicar com o seu time.
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BDX
E-book · Método BDX

Planejamento Estratégico de RH 2027

Da estratégia do negócio às decisões de Pessoas

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Bianca DevellyCEO e fundadora da BDX
Tiago HenriqueExecutivo de gestão, pessoas e estratégia
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Sumário

O que você vai encontrar

SumárioBDX02
Para começar

Se eu olhar o planejamento de RH da sua empresa sem ver o nome dela, consigo descobrir qual é a estratégia do negócio?

O RH está aprendendo a se envolver mais com a estratégia, com os dados e com o negócio, e a conquistar o lugar na mesa de que todo mundo fala. Esse lugar se sustenta quando quem representa a área consegue se posicionar diante dos grandes desafios da empresa com dados e com uma relação clara de causa e efeito. "Eu acho" e "eu percebo" já não bastam. A pergunta que precisa estar respondida antes de qualquer reunião é: isso mexe em qual resultado do negócio?

Faça o diagnóstico rápido que abriu a nossa aula. Marque o que já é verdade para você hoje.

Marque as afirmações acima para ver em que ponto você está.

Para começarBDX03
01

Relevante não é estratégico

Um projeto pode ser importante para o RH e para as pessoas e, ainda assim, não sustentar nenhuma prioridade do negócio.

Capítulo 104
A tese central

Um projeto pode ser relevante sem ser prioridade estratégica

Relevante

É importante para o RH ou para as pessoas. "Preciso mexer no benefício porque é muito importante para o time."

≠

Estratégico

É necessário para viabilizar uma prioridade do negócio. Sem ele, a estratégia não acontece.

Quando o RH ouve a organização e traz bons temas, mas não consegue conectá-los às prioridades do negócio, ele está sendo uma área somente relevante. O jogo vira quando existe clareza sobre a prioridade e sobre a alavanca de pessoas que precisa ser movida.

Mexer em muitas alavancas ao mesmo tempo é o oposto de priorizar. Um exemplo comum: a pesquisa de clima externa porque "todo mundo está fazendo". Se a empresa acabou de ser adquirida, está em reestruturação ou trocou a alta liderança, cabe esse investimento agora? Se você se dispõe a ouvir, precisa agir. Escuta que não vira ação gera expectativa frustrada e afeta cultura e clima.

O que precisa mudar em Pessoas e na organização para que a estratégia do negócio aconteça?

Essa é a pergunta que guia todo o desdobramento do planejamento da organização para a agenda de pessoas: mudanças na organização e em pessoas geram as iniciativas, que são os nossos projetos.

Capítulo 1 · Relevante x EstratégicoBDX05
Case do segmento da saúde

Quando a estratégia vira indicador de todos

Em uma grande empresa do segmento da saúde, a estratégia do ano era resgatar a marca pela centralidade no cliente: relacionamento médico forte e atendimento orientado ao paciente em cada unidade. Esse conceito virou um indicador, o NPS, e entrou no contrato de metas do CEO.

Normalmente a meta de maior peso de um CEO é rentabilidade, receita, dívida ou capital de giro. Naquele ano, porém, o driver era o cliente. Nas unidades de atendimento, a composição chegou a 70% NPS e 30% volume. Rentabilidade continuava importante. A escolha mostrava o que era estratégico naquele momento.

Toda a cadeia passou a ter o NPS como driver. Nasceram iniciativas como o comitê do cliente, que reunia inclusive áreas de back-office para entender, a partir de pesquisas de aprofundamento, quais alavancas mexiam no indicador, para a partir daí novas ações serem estabelecidas.

Resultado
25pontos de NPS
→
78pontos em dois anos

Depois de chegar ao patamar necessário, o resultado passou a ser sustentado por uma rotina: processos, comitês multidisciplinares e gente.

Onde entra Pessoas

Contratar fora quando faltava competência em centralidade no cliente, realocar talentos, remodelar a universidade corporativa e o sistema de incentivos. Ninguém precisou pedir isso ao RH: a agenda de pessoas foi desenhada a partir da prioridade do negócio.

Capítulo 1 · CaseBDX05
Capítulo 2

RH: coautor da estratégia

Reconhecer e valorizar não são a mesma coisa no contexto da estratégia. As empresas já esperam mais do RH no futuro do que enxergam no presente, e esse espaço está aberto para ser ocupado.

64%das empresas veem valor estratégico no papel do RH para o desenho do futuro 47%reconhecem o impacto prático e imediato do RH no dia a dia atual

O que se espera do RH

01

Entrega

Executa demandas definidas, garantindo serviço e conformidade. É a base: se não entrega, perde a credibilidade para todo o resto.

02

Traduz

Traduz a meta do negócio em skills, movimentos, alocação de talentos e lacunas de capacidade.

03

Influencia

Leva cenários, evidências e trade-offs antes da escolha. Influência estruturada, não passional.

04

Co-define

Senta à mesa para cocriar a estratégia. Ajuda a moldar o driver e os resultados são coassumidos.

Caminhos concretos para avançar

  1. Domine cliente, operação, custos e riscos.
  2. Converta o driver em capacidades e lacunas de demanda e oferta.
  3. Leve cenários, evidências e trade-offs antes da decisão.
  4. Co-desenhe com gestores e trabalhadores; pilote e meça resultados do negócio e das pessoas.
Avançar requer habilidades e estrutura: acesso, mandato, tempo, dados e corresponsabilidade da liderança.
Capítulo 2 · Jornada do RHBDX06
Capítulo 2

Cinco atitudes que mudam a conversa com o negócio

Reserve espaço para pensar

O RH super ocupado não tem tempo para estratégia. Proteja agenda para trazer tendências, rever processos e oxigenar o modelo. Ambidestria: o core rodando e um espaço para o novo.

Comece pelo negócio

Se o CEO não entregou prioridades, faça a conversa de trás para frente. Abra a apresentação com as prioridades e os indicadores da empresa e só depois mostre o que acontece se Pessoas não agir.

Fale a língua da receita

A empresa vive de receita e rentabilidade. Produtividade não é tesoura: se 40% de custo de folha geram R$ 1 milhão e passam a gerar R$ 2 milhões, a área ficou mais efetiva sem cortar ninguém.

IA como alavanca de receita

Implantar IA "para reduzir folha" cria uma cultura de medo e sabotagem. Posicionar a tecnologia como alavanca de receita, com ganho também para o indivíduo, muda a adesão.

Arrume o processo antes de automatizar

Automatizar um processo ineficiente escala o problema. Elimine as etapas que não agregam, torne o processo eficiente e só então aplique inteligência.

Leia o contexto

Cultura relacional pede costura prévia; cultura ágil pede pauta aberta. Não existe certo ou errado: entenda o que fica na sala, quem decide e qual é o momento.

Antecipar-se é o fator crítico de sucesso de qualquer executivo e de qualquer empresa.

Empresas que crescem combinam dois motores: proteger o negócio do dia a dia, com toda a disciplina de processo conhecida, e criar o motor da próxima geração de produtos. Para o RH isso significa decidir com clareza o posicionamento e mover as alavancas do time de acordo. Em vez de reduzir dez pessoas, tornar três posições mais eficientes e trazer uma mais cara, dedicada a testar o que vem a seguir, pode ser a decisão mais efetiva para a entrega da agenda.

Capítulo 2 · AtitudesBDX07
03

Estudo de caso: Empresa Vértice

A Vértice é um caso ilustrativo que vai nortear o entendimento do método. Em cada um dos cinco blocos, você verá a etapa aplicada a ela, do objetivo de negócio até a defesa do investimento.

Estudo de caso08
Case Vértice

Conheça a Vértice

Empresa brasileira B2B de serviços e tecnologia. Cresceu rapidamente nos últimos três anos e realizou uma aquisição recentemente.

1.200Colaboradores
R$650MReceita atual
4Estados
22Pessoas no RH

O plano de RH inicial: 16 iniciativas previstas

Revisar onboardingImplantar LMSPrograma de liderançaNova pesquisa de climaPrograma de diversidadeRevisar cargos e saláriosEmployer brandingUniversidade corporativaPrograma de reconhecimentoRevisar avaliação de desempenhoComunicação internaPrograma de bem-estarRevisar benefíciosPrograma de sucessãoAcademia de IAEVP

Esse é um bom planejamento de RH?

Cada item da lista pode ser relevante. Mas olhando só para ela, não dá para saber para onde a Vértice vai, o que ela precisa ser capaz de fazer, nem o que o time de 22 pessoas deveria entregar primeiro. É exatamente isso que o método resolve.

Case VérticeBDX09
Método · 5 etapas

Da estratégia à decisão de Pessoas

Da meta empresarial ao ciclo de execução e aprendizagem. Cada etapa produz uma saída que alimenta a seguinte.

1
Entender

Resultado de negócio

Objetivo, meta e prazo do negócio, traduzidos em capacidades e implicações.

2
Diagnosticar

Lacunas e evidências

Compare demanda e oferta; separe o que sabemos do que achamos.

3
Priorizar

Escolha e renúncia

Pondere impacto, evidência, urgência e capacidade de execução.

4
Construir

Roadmap e indicadores

Resultado, indicador, baseline, meta, responsável e marcos por trimestre.

5
Defender

Investimento

Problema, evidência, impacto, solução e investimento, começando pelo retorno.

Base metodológica: CIPD (Workforce Planning e People Analytics); OPM (Workforce Planning Guide); Kaplan & Norton (Balanced Scorecard).

O métodoBDX10
Bloco 1

Entender: conexão com a estratégia do negócio

Antes de escolher qualquer solução, traduza objetivos empresariais em capacidades organizacionais e implicações para Pessoas.

PESSOAS CAPACIDADE ESTRATÉGIA

Estratégia

Objetivos empresariais e prioridades.

Quais são os objetivos do negócio para 2027?

Capacidade

Competências, processos e tecnologia.

Que capacidade organizacional isso exige?

Pessoas

Impactos, habilidades e mudança necessária.

O que isso impacta em pessoas?

Para onde vai a Vértice em 2027

01

Crescer receita em 25%

02

Elevar EBITDA de 14% para 18%

03

Lançar duas soluções baseadas em IA

04

Integrar a adquirida e operar como uma única organização

Bloco 1 · EntenderBDX11
Case Vértice · Tradução estratégica

O que a organização precisa ser capaz de fazer?

ObjetivoCapacidade necessáriaImplicação para Pessoas
Crescer 25%Escalar vendas e entrega com qualidadeCapacidade comercial, competências e liderança para escala
Margem 14% → 18%Aumentar produtividade e eficiênciaDesenho organizacional, dimensionamento e automação
Duas soluções de IADesenvolver e levar ao mercadoTalentos especializados e aprendizagem aplicada
Integrar adquiridaDecisões e processos compartilhadosClareza de papéis, cultura e liderança

Sua vez: complete para até três objetivos

"Para alcançar ,
a organização precisa ser capaz de ;
isso exige, em Pessoas, ."
Exemplo de capacidade necessáriaImplicação para Pessoas
Inovar e lançar novos produtos com mais velocidadeAtrair e desenvolver competências críticas para inovação
Tomar decisões mais próximas do clienteAumentar autonomia e capacidade decisória das lideranças
Operar com maior eficiência e produtividadeRever papéis, estrutura e formas de trabalho
Bloco 1 · EntenderBDX12
Bloco 2

Diagnosticar: o que sabemos de verdade?

Do fato observado à decisão, sem pular etapas. O exemplo abaixo parte de um turnover comercial de 28%.

1

DadoO que observamos?

Turnover da área comercial = 28%. É simplesmente um fato observado.

2

SinalO que chama atenção?

O turnover comercial está acima do restante da empresa e aumentou nos últimos 12 meses.

3

HipóteseO que pode explicar isso?

Podemos estar perdendo vendedores porque a liderança comercial não está conseguindo sustentar o crescimento da equipe.

4

InvestigaçãoO que analisar para confirmar?

Cruzar turnover por gestor, tempo de casa, performance, remuneração, entrevistas de saída e dados de clima.

5

DiagnósticoO que as evidências revelam?

A maior concentração de desligamentos ocorre nos primeiros 12 meses e em equipes de gestores recém-promovidos. Remuneração não é fator relevante; clima e entrevistas de saída apontam baixa qualidade de gestão.

6

DecisãoO que vamos fazer?

Priorizar o fortalecimento da capacidade de gestão dos líderes comerciais recém-promovidos, com foco nos primeiros 12 meses das equipes.

Bloco 2 · DiagnosticarBDX13
Bloco 2 · Técnica

Afine a hipótese antes de gastar esforço

Estratificação demográfica. Quebre o problema: o turnover acontece mais em qual gênero, região, cargo, faixa etária, tempo de casa? Dos 28%, um perfil muito claro começa a aparecer.

Tipificação. É o porquê. Remuneração, liderança, distância até o trabalho. Somando perfil e motivo, você chega a uma hipótese robusta que explica, por exemplo, 80% do problema.

Cruzamento de fontes. Compare a entrevista de desligamento (quem está saindo) com a pesquisa de clima (quem ficou e talvez tenha receio de falar). Se os dois apontam a mesma causa, essa é a hipótese mais forte do mapa. E ela costuma estar concentrada em algumas lideranças, não em todas.

Por que isso importa no COMEX (Comitê Executivo)

"Quero R$ 1 milhão para um programa de liderança para todos os líderes" leva a primeira pancada.

"Preciso de R$ 300 mil, somente para este público, porque é o que o dado sustentou e é este indicador que queremos melhorar" mostra raciocínio. Dificilmente é questionado.

A jornada do dado

O que aconteceu?

Descritivo

A fotografia: o turnover já foi de 28%. Serve para entender as variáveis que afetam o resultado.

O que vai acontecer?

Preditivo

Se dobrarmos a contratação do perfil de maior turnover sem resolver as causas, projetamos o mesmo índice sobre um volume maior.

O que devemos fazer?

Prescritivo

"Contratando este perfil e resolvendo estes problemas, a tendência é chegar a 10% de turnover." Essa conversa muda a mesa.

Quando faltar dado interno, traga referência externa: pilotos, estudos e benchmarks. E crie uma esteira para coletar o dado que ainda não existe.

Bloco 2 · DiagnosticarBDX14
Case Vértice · Diagnóstico

Sabemos | Achamos | Não sabemos

A armadilha comum é discutir o que achamos. A força está em separar o dado, a hipótese e o que ainda precisa ser investigado, que costuma ser bem maior do que o que já sabemos.

Sabemos

Dado + sinal
  • A Vértice precisa crescer 25% em 2027.
  • 42% dos líderes assumiram a primeira gestão nos últimos 24 meses.
  • O turnover de líderes é de 21%.
  • Apenas 37% têm clareza sobre as prioridades estratégicas.

Achamos

Hipótese
  • A capacidade atual da liderança pode não ser suficiente para sustentar o ritmo de crescimento e a maior complexidade da operação.

Não sabemos

Investigar
  • Quais capacidades de liderança são mais críticas para o crescimento?
  • Onde estão as maiores lacunas: direcionamento, performance, desenvolvimento do time, decisão, delegação?
  • Estão concentradas nos líderes de primeira gestão ou são mais amplas?
  • Há relação com turnover, performance ou capacidade de entrega?
  • Quais áreas e populações têm maior risco?
Bloco 2 · Case VérticeBDX15
Bloco 3

Priorizar: o que precisa mudar primeiro

Depois do diagnóstico, é comum ter de 12 a 30 iniciativas sustentadas por dados. Defender todas é impossível. Pontue cada uma de 1 a 5 em quatro critérios. A pontuação organiza a discussão; não substitui o julgamento.

Impacto estratégico

Qual objetivo do negócio essa prioridade sustenta diretamente?

Evidência

Há dados que comprovam o problema?

Urgência

O que acontece se não fizermos em 2027? Dá para adiar para 2028?

Capacidade de execução

O time de 22 pessoas consegue entregar?

Case Vértice: 12 frentes ranqueadas

Frente de atuaçãoImpactoEvidênciaUrgênciaExecuçãoTotal (de 20)
Bloco 3 · PriorizarBDX16
Bloco 3 · Na prática

Do ranking à decisão com o COMEX

A matriz organiza a conversa, mas a prioridade só vale quando é decidida junto com quem patrocina a estratégia. Três atitudes ajudam a levar o ranking para a mesa.

Use a urgência a seu favor

A conversa que mais funciona com um CEO resistente é o risco quantificado: "se não fizermos, este é o risco de X milhões na mesa". Um risco de R$ 10 mil ao lado de um de R$ 1 milhão dispensa debate.

Mostre o método

O CFO costuma ser a primeira trava, por ser muito analítico. Dizer qual técnica você usou para priorizar remove barreiras. Se análise não é a sua fortaleza, peça ajuda ao financeiro.

Deixe o colegiado repesar

O COMEX pode trocar urgência por risco ou incluir número de pessoas impactadas. Ajustar as notas em grupo torna a decisão coletiva e gera corresponsabilidade.

Se tudo é prioridade, nada é prioridade.

O que efetivamente não será feito em 2027? Que risco assumimos com essa decisão? Registrar o que ficou fora evita cobranças ao longo do ano. Se houver reprogramação, você volta à lista.

No case Vértice

As frentes com maior pontuação no ranking seguem para o roadmap. As demais ficam registradas como renúncia consciente para 2027.

A universidade corporativa, por exemplo, era interessante, mas não urgente: o time comercial podia ser desenvolvido de outra forma.

Próximo passo: transformar a prioridade escolhida em resultado, indicador, meta e marcos por trimestre.

Bloco 3 · PriorizarBDX17
Bloco 4

Roadmap e indicadores

Com as prioridades escolhidas, declare o resultado esperado, de onde você sai (baseline), aonde quer chegar e até quando.

Prioridade
Resultado
Indicador
Meta
Iniciativas

"100 líderes treinados" mede entrega. Não prova resultado.

Case Vértice: roadmap da prioridade de liderança

Resultado: reduzir a vulnerabilidade de gestão e garantir continuidade nas posições críticas.

Posições críticas sem sucessor, até dez/202735%→20%
Turnover de líderes, até dez/202721%→18%
Q1Diagnosticar e desenhar
  • Mapear posições críticas e riscos de continuidade
  • Avaliar a liderança e identificar gaps prioritários
  • Definir público, competências, baseline e metas
  • Desenhar escopo e selecionar parceiro externo
Q2Intervir
  • Realizar fóruns de sucessão e calibrar sucessores
  • Iniciar a jornada das lideranças prioritárias
  • Implantar mentoria e coaching para a população crítica
  • Acompanhar a aplicação no trabalho com gestores
Q3Escalar
  • Revisar evolução e prontidão dos sucessores
  • Expandir a jornada para a segunda onda de líderes
  • Aplicar projetos e desafios reais
  • Medir aplicação e ajustar a jornada
Q4Medir e consolidar
  • Atualizar mapa de sucessão e riscos
  • Avaliar a evolução da liderança
  • Definir a continuidade para 2028
  • Avaliar resultado e ROI do investimento
Bloco 4 · RoadmapBDX18
Bloco 4 · Na prática

O roadmap é o seu compromisso visível

Mostra avanço

A pior situação é planejar e não conseguir mostrar progresso. Compromissos com prazo (abril, dezembro) permitem gerar valor ao longo do ano, não só no fim.

Alinha o time

Com responsável por etapa, o time sabe o que executar e você conduz a RMR, a reunião mensal de resultados: andou, não andou, travou?

Antecipa as metas

Os combinados do roadmap viram o contrato de metas. Não se perde tempo discutindo meta depois: ela nasceu com a estratégia.

Em empresas que fazem orçamento base zero todo ano, os resultados medidos no Q4 viram o dado que retroalimenta o próximo ciclo: o ROI de cada ação justifica continuar, ajustar ou parar. A cada ano o processo fica mais rápido, porque a mecânica é conhecida e a base de dados cresce.

Bloco 4 · RoadmapBDX19
Bloco 5

Orçamento e defesa do investimento

Nem toda iniciativa exige investimento. Quando exige, a lógica é a de alocação de capital: onde a empresa coloca dinheiro e como ele volta em valor. Valor pode ser econômico, risco mitigado, cultura ou cliente.

Estruturação da defesa do orçamento

Cenário e problema. Qual tendência, risco ou oportunidade afeta qual objetivo do negócio.

Evidência. O dado que sustenta o problema e a hipótese.

Impacto. O que muda no negócio: capacidade produtiva, risco, receita, margem.

Solução. O que Pessoas vai fazer, conectado às outras áreas envolvidas.

Investimento e retorno. Quanto custa e quanto volta.

Regra de ouro

Comece pelo retorno

O executivo quer bater o olho e ver quanto vai gastar e quanto vai voltar. Coloque isso na primeira tela. Investimento e retorno visíveis reduzem perguntas e desconforto.

"Quero implantar uma universidade corporativa de R$ 2,5 milhões porque é tendência" não se sustenta. "Este cenário, ligado ao objetivo 1, gera este risco; para mitigá-lo precisamos desta capacidade, que retorna isto" se sustenta.

Alocação de capital também significa reconhecer quando o ano não é de RH. Se o investimento da empresa está em expansão, defenda o essencial e garanta o sucesso do que foi priorizado.

Bloco 5 · InvestimentoBDX20
Canvas · Mão na massa

Plano de Planejamento Estratégico de Pessoas 2027

Este é o modelo para aplicar o método com o seu time. Baixe o canvas em Word, imprima ou preencha no computador e leve para a discussão com o COMEX.

BDX Inteligência em Pessoas

Empresa:
Responsável:
Data:

Entender: estratégia e capacidades necessárias

Até três objetivos do negócio, capacidade necessária e suas implicações organizacionais.

Diagnosticar: o que sabemos de verdade?

Para cada capacidade, o que sabemos, o que achamos e o que não sabemos.

Quais mudanças organizacionais ou de Pessoas podem ser necessárias para sustentar as capacidades identificadas?

Canvas · 1 de 2BDX21
Canvas · continuação

Priorizar: o que precisa mudar primeiro?

Notas de 1 a 5 para cada critério. Some no total.

Construir: da prioridade ao plano

Roadmap da prioridade detalhada

Prioridade escolhida:
Iniciativas principais:
Responsável pelo resultado:
Dependência crítica e frequência de revisão:
Canvas · 2 de 2BDX21
BDX Inteligência em Pessoas

Inteligência em Pessoas para decidir com dado

A BDX ajuda empresas a transformar suas prioridades de negócio em decisões e ações de pessoas que geram resultado. Construímos a capacidade organizacional que a sua estratégia exige.

Plataforma BDXBDX22
Duas frentes

Método e tecnologia trabalhando juntos

Frente 1

Escritório de Inteligência em Pessoas

Conduz com o seu time o método deste e-book: tradução da estratégia em capacidades, diagnóstico com dados, priorização, roadmap e defesa do investimento diante do COMEX.

Frente 2

Plataforma de Inteligência em Pessoas

Reúne os dados de pessoas, organização e negócio em um só lugar para que cada decisão seja sustentada por evidência e possa ser simulada antes de acontecer.

Mapa de dados de Pessoas

Turnover por recorte, sucessão, líderes em primeira gestão, clima, cooperação, uso de IA, tempo de reposição e clareza estratégica em um único painel.

Relações e cooperação

Mede o invisível que mexe o ponteiro: como as pessoas se conectam, onde a colaboração flui e onde trava, inclusive entre empresa original e adquirida.

Simulação de impacto

Antes de um desligamento, veja quais redes, conversas, relações e entregas caem. Antes de um aumento para reter alguém, saiba se a saída pararia algo ou se basta preparar o sucessor.

Do descritivo ao prescritivo

Sair da fotografia do que já aconteceu, projetar cenários e chegar à recomendação: o que fazer para atingir a meta.

Hipóteses testadas

Cruzamento de fontes, como desligamento e clima, para confirmar ou enfraquecer hipóteses antes de investir.

Defesa com retorno

Indicadores, baseline e metas acompanhados ao longo do ano, com o ROI de cada iniciativa pronto para o próximo ciclo de orçamento.

Plataforma BDXBDX23
Na prática

Quem sai, o que para?

ponte crítica Comercial Tecnologia Adquirida

Todo RH já recebeu os dois pedidos: "quero desligar" e "quero reter, ele precisa de 20% de aumento". Muitas vezes sem dado nenhum além da opinião de quem pede.

Com análise de relações, a pergunta muda de "quem é bom?" para "que conexões dependem desta pessoa?". Alguém pode ser a única ponte entre Comercial, Tecnologia e a empresa adquirida. Outra pessoa pode sair sem interromper nada, desde que o sucessor seja preparado.

É assim que o RH muda o posicionamento: leva ao negócio uma simulação, não uma impressão, e mostra o efeito da decisão na linha de resultado.

Plataforma BDXBDX24
Quem escreve

Os autores

Bianca Develly

Bianca Develly

CEO e fundadora da BDX

Executiva sênior com 22 anos de experiência em Pessoas, Cultura e Gestão. Liderou projetos de grande porte em empresas como Varig, L'Oréal, Vale, Stefanini, Rio 2016 e Automob, com forte atuação em gestão estratégica de talentos, desenvolvimento organizacional, cultura, comunicação interna e diversidade.

Administradora pela PUC-Rio, MBA em Gestão de Pessoas pelo COPPEAD/UFRJ, certificada PMP (PMI), CSM (Scrum Alliance) e em Gestão de Mudanças (HCMI).

Tiago Henrique

Tiago Henrique

Executivo de gestão e estratégia

24 anos de experiência corporativa em gestão, pessoas, cliente, produtos, processos e projetos, com forte orientação para execução e resultados, em organizações como AB InBev e Grupo JTP.

Administrador com MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FIAP. Cofundador da Velis Intelligence e da ThsSoluções e professor de MBA na UNEED.

AutoresBDX25
BDX

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O planejamento que você tinha na cabeça antes desta leitura ainda é o mesmo?
Qual decisão ficou mais clara e qual informação ainda falta?
Se amanhã você tivesse 30 minutos com o CEO, conseguiria defender por que essas são as decisões certas?
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