Da estratégia do negócio às decisões de Pessoas. O método em 5 etapas que apresentamos em aula, com o case completo da Vértice e o canvas para você montar o plano da sua empresa.
1A diferença entre ser relevante e ser estratégico, e por que ela muda o seu lugar na mesa.
2Entender, Diagnosticar, Priorizar, Construir o roadmap e Defender o investimento.
3O canvas do método para baixar em Word e aplicar com o seu time.
Se eu olhar o planejamento de RH da sua empresa sem ver o nome dela, consigo descobrir qual é a estratégia do negócio?
O RH está aprendendo a se envolver mais com a estratégia, com os dados e com o negócio, e a conquistar o lugar na mesa de que todo mundo fala. Esse lugar se sustenta quando quem representa a área consegue se posicionar diante dos grandes desafios da empresa com dados e com uma relação clara de causa e efeito. "Eu acho" e "eu percebo" já não bastam. A pergunta que precisa estar respondida antes de qualquer reunião é: isso mexe em qual resultado do negócio?
Faça o diagnóstico rápido que abriu a nossa aula. Marque o que já é verdade para você hoje.
Marque as afirmações acima para ver em que ponto você está.
Para começar03
01
Relevante não é estratégico
Um projeto pode ser importante para o RH e para as pessoas e, ainda assim, não sustentar nenhuma prioridade do negócio.
Capítulo 104
A tese central
Um projeto pode ser relevante sem ser prioridade estratégica
Relevante
É importante para o RH ou para as pessoas. "Preciso mexer no benefício porque é muito importante para o time."
≠
Estratégico
É necessário para viabilizar uma prioridade do negócio. Sem ele, a estratégia não acontece.
Quando o RH ouve a organização e traz bons temas, mas não consegue conectá-los às prioridades do negócio, ele está sendo uma área somente relevante. O jogo vira quando existe clareza sobre a prioridade e sobre a alavanca de pessoas que precisa ser movida.
Mexer em muitas alavancas ao mesmo tempo é o oposto de priorizar. Um exemplo comum: a pesquisa de clima externa porque "todo mundo está fazendo". Se a empresa acabou de ser adquirida, está em reestruturação ou trocou a alta liderança, cabe esse investimento agora? Se você se dispõe a ouvir, precisa agir. Escuta que não vira ação gera expectativa frustrada e afeta cultura e clima.
O que precisa mudar em Pessoas e na organização para que a estratégia do negócio aconteça?
Essa é a pergunta que guia todo o desdobramento do planejamento da organização para a agenda de pessoas: mudanças na organização e em pessoas geram as iniciativas, que são os nossos projetos.
Capítulo 1 · Relevante x Estratégico05
Case do segmento da saúde
Quando a estratégia vira indicador de todos
Em uma grande empresa do segmento da saúde, a estratégia do ano era resgatar a marca pela centralidade no cliente: relacionamento médico forte e atendimento orientado ao paciente em cada unidade. Esse conceito virou um indicador, o NPS, e entrou no contrato de metas do CEO.
Normalmente a meta de maior peso de um CEO é rentabilidade, receita, dívida ou capital de giro. Naquele ano, porém, o driver era o cliente. Nas unidades de atendimento, a composição chegou a 70% NPS e 30% volume. Rentabilidade continuava importante. A escolha mostrava o que era estratégico naquele momento.
Toda a cadeia passou a ter o NPS como driver. Nasceram iniciativas como o comitê do cliente, que reunia inclusive áreas de back-office para entender, a partir de pesquisas de aprofundamento, quais alavancas mexiam no indicador, para a partir daí novas ações serem estabelecidas.
Resultado
25pontos de NPS
→
78pontos em dois anos
Depois de chegar ao patamar necessário, o resultado passou a ser sustentado por uma rotina: processos, comitês multidisciplinares e gente.
Onde entra Pessoas
Contratar fora quando faltava competência em centralidade no cliente, realocar talentos, remodelar a universidade corporativa e o sistema de incentivos. Ninguém precisou pedir isso ao RH: a agenda de pessoas foi desenhada a partir da prioridade do negócio.
Capítulo 1 · Case05
Capítulo 2
RH: coautor da estratégia
Reconhecer e valorizar não são a mesma coisa no contexto da estratégia. As empresas já esperam mais do RH no futuro do que enxergam no presente, e esse espaço está aberto para ser ocupado.
64%das empresas veem valor estratégico no papel do RH para o desenho do futuro47%reconhecem o impacto prático e imediato do RH no dia a dia atual
O que se espera do RH
01
Entrega
Executa demandas definidas, garantindo serviço e conformidade. É a base: se não entrega, perde a credibilidade para todo o resto.
02
Traduz
Traduz a meta do negócio em skills, movimentos, alocação de talentos e lacunas de capacidade.
03
Influencia
Leva cenários, evidências e trade-offs antes da escolha. Influência estruturada, não passional.
04
Co-define
Senta à mesa para cocriar a estratégia. Ajuda a moldar o driver e os resultados são coassumidos.
Caminhos concretos para avançar
Domine cliente, operação, custos e riscos.
Converta o driver em capacidades e lacunas de demanda e oferta.
Leve cenários, evidências e trade-offs antes da decisão.
Co-desenhe com gestores e trabalhadores; pilote e meça resultados do negócio e das pessoas.
Avançar requer habilidades e estrutura: acesso, mandato, tempo, dados e corresponsabilidade da liderança.
Capítulo 2 · Jornada do RH06
Capítulo 2
Cinco atitudes que mudam a conversa com o negócio
Reserve espaço para pensar
O RH super ocupado não tem tempo para estratégia. Proteja agenda para trazer tendências, rever processos e oxigenar o modelo. Ambidestria: o core rodando e um espaço para o novo.
Comece pelo negócio
Se o CEO não entregou prioridades, faça a conversa de trás para frente. Abra a apresentação com as prioridades e os indicadores da empresa e só depois mostre o que acontece se Pessoas não agir.
Fale a língua da receita
A empresa vive de receita e rentabilidade. Produtividade não é tesoura: se 40% de custo de folha geram R$ 1 milhão e passam a gerar R$ 2 milhões, a área ficou mais efetiva sem cortar ninguém.
IA como alavanca de receita
Implantar IA "para reduzir folha" cria uma cultura de medo e sabotagem. Posicionar a tecnologia como alavanca de receita, com ganho também para o indivíduo, muda a adesão.
Arrume o processo antes de automatizar
Automatizar um processo ineficiente escala o problema. Elimine as etapas que não agregam, torne o processo eficiente e só então aplique inteligência.
Leia o contexto
Cultura relacional pede costura prévia; cultura ágil pede pauta aberta. Não existe certo ou errado: entenda o que fica na sala, quem decide e qual é o momento.
Antecipar-se é o fator crítico de sucesso de qualquer executivo e de qualquer empresa.
Empresas que crescem combinam dois motores: proteger o negócio do dia a dia, com toda a disciplina de processo conhecida, e criar o motor da próxima geração de produtos. Para o RH isso significa decidir com clareza o posicionamento e mover as alavancas do time de acordo. Em vez de reduzir dez pessoas, tornar três posições mais eficientes e trazer uma mais cara, dedicada a testar o que vem a seguir, pode ser a decisão mais efetiva para a entrega da agenda.
Capítulo 2 · Atitudes07
03
Estudo de caso: Empresa Vértice
A Vértice é um caso ilustrativo que vai nortear o entendimento do método. Em cada um dos cinco blocos, você verá a etapa aplicada a ela, do objetivo de negócio até a defesa do investimento.
Estudo de caso08
Case Vértice
Conheça a Vértice
Empresa brasileira B2B de serviços e tecnologia. Cresceu rapidamente nos últimos três anos e realizou uma aquisição recentemente.
1.200Colaboradores
R$650MReceita atual
4Estados
22Pessoas no RH
O plano de RH inicial: 16 iniciativas previstas
Revisar onboardingImplantar LMSPrograma de liderançaNova pesquisa de climaPrograma de diversidadeRevisar cargos e saláriosEmployer brandingUniversidade corporativaPrograma de reconhecimentoRevisar avaliação de desempenhoComunicação internaPrograma de bem-estarRevisar benefíciosPrograma de sucessãoAcademia de IAEVP
Esse é um bom planejamento de RH?
Cada item da lista pode ser relevante. Mas olhando só para ela, não dá para saber para onde a Vértice vai, o que ela precisa ser capaz de fazer, nem o que o time de 22 pessoas deveria entregar primeiro. É exatamente isso que o método resolve.
Case Vértice09
Método · 5 etapas
Da estratégia à decisão de Pessoas
Da meta empresarial ao ciclo de execução e aprendizagem. Cada etapa produz uma saída que alimenta a seguinte.
1
Entender
Resultado de negócio
Objetivo, meta e prazo do negócio, traduzidos em capacidades e implicações.
2
Diagnosticar
Lacunas e evidências
Compare demanda e oferta; separe o que sabemos do que achamos.
3
Priorizar
Escolha e renúncia
Pondere impacto, evidência, urgência e capacidade de execução.
4
Construir
Roadmap e indicadores
Resultado, indicador, baseline, meta, responsável e marcos por trimestre.
5
Defender
Investimento
Problema, evidência, impacto, solução e investimento, começando pelo retorno.
Base metodológica: CIPD (Workforce Planning e People Analytics); OPM (Workforce Planning Guide); Kaplan & Norton (Balanced Scorecard).
O método10
Bloco 1
Entender: conexão com a estratégia do negócio
Antes de escolher qualquer solução, traduza objetivos empresariais em capacidades organizacionais e implicações para Pessoas.
Estratégia
Objetivos empresariais e prioridades.
Quais são os objetivos do negócio para 2027?
Capacidade
Competências, processos e tecnologia.
Que capacidade organizacional isso exige?
Pessoas
Impactos, habilidades e mudança necessária.
O que isso impacta em pessoas?
Para onde vai a Vértice em 2027
01
Crescer receita em 25%
02
Elevar EBITDA de 14% para 18%
03
Lançar duas soluções baseadas em IA
04
Integrar a adquirida e operar como uma única organização
Bloco 1 · Entender11
Case Vértice · Tradução estratégica
O que a organização precisa ser capaz de fazer?
Objetivo
Capacidade necessária
Implicação para Pessoas
Crescer 25%
Escalar vendas e entrega com qualidade
Capacidade comercial, competências e liderança para escala
Margem 14% → 18%
Aumentar produtividade e eficiência
Desenho organizacional, dimensionamento e automação
Duas soluções de IA
Desenvolver e levar ao mercado
Talentos especializados e aprendizagem aplicada
Integrar adquirida
Decisões e processos compartilhados
Clareza de papéis, cultura e liderança
Sua vez: complete para até três objetivos
"Para alcançar , a organização precisa ser capaz de ; isso exige, em Pessoas, ."
Exemplo de capacidade necessária
Implicação para Pessoas
Inovar e lançar novos produtos com mais velocidade
Atrair e desenvolver competências críticas para inovação
Tomar decisões mais próximas do cliente
Aumentar autonomia e capacidade decisória das lideranças
Operar com maior eficiência e produtividade
Rever papéis, estrutura e formas de trabalho
Bloco 1 · Entender12
Bloco 2
Diagnosticar: o que sabemos de verdade?
Do fato observado à decisão, sem pular etapas. O exemplo abaixo parte de um turnover comercial de 28%.
1
DadoO que observamos?
Turnover da área comercial = 28%. É simplesmente um fato observado.
2
SinalO que chama atenção?
O turnover comercial está acima do restante da empresa e aumentou nos últimos 12 meses.
3
HipóteseO que pode explicar isso?
Podemos estar perdendo vendedores porque a liderança comercial não está conseguindo sustentar o crescimento da equipe.
4
InvestigaçãoO que analisar para confirmar?
Cruzar turnover por gestor, tempo de casa, performance, remuneração, entrevistas de saída e dados de clima.
5
DiagnósticoO que as evidências revelam?
A maior concentração de desligamentos ocorre nos primeiros 12 meses e em equipes de gestores recém-promovidos. Remuneração não é fator relevante; clima e entrevistas de saída apontam baixa qualidade de gestão.
6
DecisãoO que vamos fazer?
Priorizar o fortalecimento da capacidade de gestão dos líderes comerciais recém-promovidos, com foco nos primeiros 12 meses das equipes.
Bloco 2 · Diagnosticar13
Bloco 2 · Técnica
Afine a hipótese antes de gastar esforço
Estratificação demográfica. Quebre o problema: o turnover acontece mais em qual gênero, região, cargo, faixa etária, tempo de casa? Dos 28%, um perfil muito claro começa a aparecer.
Tipificação. É o porquê. Remuneração, liderança, distância até o trabalho. Somando perfil e motivo, você chega a uma hipótese robusta que explica, por exemplo, 80% do problema.
Cruzamento de fontes. Compare a entrevista de desligamento (quem está saindo) com a pesquisa de clima (quem ficou e talvez tenha receio de falar). Se os dois apontam a mesma causa, essa é a hipótese mais forte do mapa. E ela costuma estar concentrada em algumas lideranças, não em todas.
Por que isso importa no COMEX (Comitê Executivo)
"Quero R$ 1 milhão para um programa de liderança para todos os líderes" leva a primeira pancada.
"Preciso de R$ 300 mil, somente para este público, porque é o que o dado sustentou e é este indicador que queremos melhorar" mostra raciocínio. Dificilmente é questionado.
A jornada do dado
O que aconteceu?
Descritivo
A fotografia: o turnover já foi de 28%. Serve para entender as variáveis que afetam o resultado.
O que vai acontecer?
Preditivo
Se dobrarmos a contratação do perfil de maior turnover sem resolver as causas, projetamos o mesmo índice sobre um volume maior.
O que devemos fazer?
Prescritivo
"Contratando este perfil e resolvendo estes problemas, a tendência é chegar a 10% de turnover." Essa conversa muda a mesa.
Quando faltar dado interno, traga referência externa: pilotos, estudos e benchmarks. E crie uma esteira para coletar o dado que ainda não existe.
Bloco 2 · Diagnosticar14
Case Vértice · Diagnóstico
Sabemos | Achamos | Não sabemos
A armadilha comum é discutir o que achamos. A força está em separar o dado, a hipótese e o que ainda precisa ser investigado, que costuma ser bem maior do que o que já sabemos.
Sabemos
Dado + sinal
A Vértice precisa crescer 25% em 2027.
42% dos líderes assumiram a primeira gestão nos últimos 24 meses.
O turnover de líderes é de 21%.
Apenas 37% têm clareza sobre as prioridades estratégicas.
Achamos
Hipótese
A capacidade atual da liderança pode não ser suficiente para sustentar o ritmo de crescimento e a maior complexidade da operação.
Não sabemos
Investigar
Quais capacidades de liderança são mais críticas para o crescimento?
Onde estão as maiores lacunas: direcionamento, performance, desenvolvimento do time, decisão, delegação?
Estão concentradas nos líderes de primeira gestão ou são mais amplas?
Há relação com turnover, performance ou capacidade de entrega?
Quais áreas e populações têm maior risco?
Bloco 2 · Case Vértice15
Bloco 3
Priorizar: o que precisa mudar primeiro
Depois do diagnóstico, é comum ter de 12 a 30 iniciativas sustentadas por dados. Defender todas é impossível. Pontue cada uma de 1 a 5 em quatro critérios. A pontuação organiza a discussão; não substitui o julgamento.
Impacto estratégico
Qual objetivo do negócio essa prioridade sustenta diretamente?
Evidência
Há dados que comprovam o problema?
Urgência
O que acontece se não fizermos em 2027? Dá para adiar para 2028?
Capacidade de execução
O time de 22 pessoas consegue entregar?
Case Vértice: 12 frentes ranqueadas
Frente de atuação
Impacto
Evidência
Urgência
Execução
Total (de 20)
Bloco 3 · Priorizar16
Bloco 3 · Na prática
Do ranking à decisão com o COMEX
A matriz organiza a conversa, mas a prioridade só vale quando é decidida junto com quem patrocina a estratégia. Três atitudes ajudam a levar o ranking para a mesa.
Use a urgência a seu favor
A conversa que mais funciona com um CEO resistente é o risco quantificado: "se não fizermos, este é o risco de X milhões na mesa". Um risco de R$ 10 mil ao lado de um de R$ 1 milhão dispensa debate.
Mostre o método
O CFO costuma ser a primeira trava, por ser muito analítico. Dizer qual técnica você usou para priorizar remove barreiras. Se análise não é a sua fortaleza, peça ajuda ao financeiro.
Deixe o colegiado repesar
O COMEX pode trocar urgência por risco ou incluir número de pessoas impactadas. Ajustar as notas em grupo torna a decisão coletiva e gera corresponsabilidade.
Se tudo é prioridade, nada é prioridade.
O que efetivamente não será feito em 2027? Que risco assumimos com essa decisão? Registrar o que ficou fora evita cobranças ao longo do ano. Se houver reprogramação, você volta à lista.
No case Vértice
As frentes com maior pontuação no ranking seguem para o roadmap. As demais ficam registradas como renúncia consciente para 2027.
A universidade corporativa, por exemplo, era interessante, mas não urgente: o time comercial podia ser desenvolvido de outra forma.
Próximo passo: transformar a prioridade escolhida em resultado, indicador, meta e marcos por trimestre.
Bloco 3 · Priorizar17
Bloco 4
Roadmap e indicadores
Com as prioridades escolhidas, declare o resultado esperado, de onde você sai (baseline), aonde quer chegar e até quando.
Prioridade
Resultado
Indicador
Meta
Iniciativas
"100 líderes treinados" mede entrega. Não prova resultado.
Case Vértice: roadmap da prioridade de liderança
Resultado: reduzir a vulnerabilidade de gestão e garantir continuidade nas posições críticas.
Posições críticas sem sucessor, até dez/202735%→20%
Turnover de líderes, até dez/202721%→18%
Q1Diagnosticar e desenhar
Mapear posições críticas e riscos de continuidade
Avaliar a liderança e identificar gaps prioritários
Definir público, competências, baseline e metas
Desenhar escopo e selecionar parceiro externo
Q2Intervir
Realizar fóruns de sucessão e calibrar sucessores
Iniciar a jornada das lideranças prioritárias
Implantar mentoria e coaching para a população crítica
Acompanhar a aplicação no trabalho com gestores
Q3Escalar
Revisar evolução e prontidão dos sucessores
Expandir a jornada para a segunda onda de líderes
Aplicar projetos e desafios reais
Medir aplicação e ajustar a jornada
Q4Medir e consolidar
Atualizar mapa de sucessão e riscos
Avaliar a evolução da liderança
Definir a continuidade para 2028
Avaliar resultado e ROI do investimento
Bloco 4 · Roadmap18
Bloco 4 · Na prática
O roadmap é o seu compromisso visível
Mostra avanço
A pior situação é planejar e não conseguir mostrar progresso. Compromissos com prazo (abril, dezembro) permitem gerar valor ao longo do ano, não só no fim.
Alinha o time
Com responsável por etapa, o time sabe o que executar e você conduz a RMR, a reunião mensal de resultados: andou, não andou, travou?
Antecipa as metas
Os combinados do roadmap viram o contrato de metas. Não se perde tempo discutindo meta depois: ela nasceu com a estratégia.
Em empresas que fazem orçamento base zero todo ano, os resultados medidos no Q4 viram o dado que retroalimenta o próximo ciclo: o ROI de cada ação justifica continuar, ajustar ou parar. A cada ano o processo fica mais rápido, porque a mecânica é conhecida e a base de dados cresce.
Bloco 4 · Roadmap19
Bloco 5
Orçamento e defesa do investimento
Nem toda iniciativa exige investimento. Quando exige, a lógica é a de alocação de capital: onde a empresa coloca dinheiro e como ele volta em valor. Valor pode ser econômico, risco mitigado, cultura ou cliente.
Estruturação da defesa do orçamento
Cenário e problema. Qual tendência, risco ou oportunidade afeta qual objetivo do negócio.
Evidência. O dado que sustenta o problema e a hipótese.
Impacto. O que muda no negócio: capacidade produtiva, risco, receita, margem.
Solução. O que Pessoas vai fazer, conectado às outras áreas envolvidas.
Investimento e retorno. Quanto custa e quanto volta.
Regra de ouro
Comece pelo retorno
O executivo quer bater o olho e ver quanto vai gastar e quanto vai voltar. Coloque isso na primeira tela. Investimento e retorno visíveis reduzem perguntas e desconforto.
"Quero implantar uma universidade corporativa de R$ 2,5 milhões porque é tendência" não se sustenta. "Este cenário, ligado ao objetivo 1, gera este risco; para mitigá-lo precisamos desta capacidade, que retorna isto" se sustenta.
Alocação de capital também significa reconhecer quando o ano não é de RH. Se o investimento da empresa está em expansão, defenda o essencial e garanta o sucesso do que foi priorizado.
Bloco 5 · Investimento20
Canvas · Mão na massa
Plano de Planejamento Estratégico de Pessoas 2027
Este é o modelo para aplicar o método com o seu time. Baixe o canvas em Word, imprima ou preencha no computador e leve para a discussão com o COMEX.
BDX Inteligência em Pessoas
Empresa:
Responsável:
Data:
Entender: estratégia e capacidades necessárias
Até três objetivos do negócio, capacidade necessária e suas implicações organizacionais.
Diagnosticar: o que sabemos de verdade?
Para cada capacidade, o que sabemos, o que achamos e o que não sabemos.
Quais mudanças organizacionais ou de Pessoas podem ser necessárias para sustentar as capacidades identificadas?
Canvas · 1 de 221
Canvas · continuação
Priorizar: o que precisa mudar primeiro?
Notas de 1 a 5 para cada critério. Some no total.
Construir: da prioridade ao plano
Roadmap da prioridade detalhada
Prioridade escolhida:
Iniciativas principais:
Responsável pelo resultado:
Dependência crítica e frequência de revisão:
Canvas · 2 de 221
BDX Inteligência em Pessoas
Inteligência em Pessoas para decidir com dado
A BDX ajuda empresas a transformar suas prioridades de negócio em decisões e ações de pessoas que geram resultado. Construímos a capacidade organizacional que a sua estratégia exige.
Plataforma BDXBDX22
Duas frentes
Método e tecnologia trabalhando juntos
Frente 1
Escritório de Inteligência em Pessoas
Conduz com o seu time o método deste e-book: tradução da estratégia em capacidades, diagnóstico com dados, priorização, roadmap e defesa do investimento diante do COMEX.
Frente 2
Plataforma de Inteligência em Pessoas
Reúne os dados de pessoas, organização e negócio em um só lugar para que cada decisão seja sustentada por evidência e possa ser simulada antes de acontecer.
Mapa de dados de Pessoas
Turnover por recorte, sucessão, líderes em primeira gestão, clima, cooperação, uso de IA, tempo de reposição e clareza estratégica em um único painel.
Relações e cooperação
Mede o invisível que mexe o ponteiro: como as pessoas se conectam, onde a colaboração flui e onde trava, inclusive entre empresa original e adquirida.
Simulação de impacto
Antes de um desligamento, veja quais redes, conversas, relações e entregas caem. Antes de um aumento para reter alguém, saiba se a saída pararia algo ou se basta preparar o sucessor.
Do descritivo ao prescritivo
Sair da fotografia do que já aconteceu, projetar cenários e chegar à recomendação: o que fazer para atingir a meta.
Hipóteses testadas
Cruzamento de fontes, como desligamento e clima, para confirmar ou enfraquecer hipóteses antes de investir.
Defesa com retorno
Indicadores, baseline e metas acompanhados ao longo do ano, com o ROI de cada iniciativa pronto para o próximo ciclo de orçamento.
Plataforma BDX23
Na prática
Quem sai, o que para?
Todo RH já recebeu os dois pedidos: "quero desligar" e "quero reter, ele precisa de 20% de aumento". Muitas vezes sem dado nenhum além da opinião de quem pede.
Com análise de relações, a pergunta muda de "quem é bom?" para "que conexões dependem desta pessoa?". Alguém pode ser a única ponte entre Comercial, Tecnologia e a empresa adquirida. Outra pessoa pode sair sem interromper nada, desde que o sucessor seja preparado.
É assim que o RH muda o posicionamento: leva ao negócio uma simulação, não uma impressão, e mostra o efeito da decisão na linha de resultado.
Plataforma BDX24
Quem escreve
Os autores
Bianca Develly
CEO e fundadora da BDX
Executiva sênior com 22 anos de experiência em Pessoas, Cultura e Gestão. Liderou projetos de grande porte em empresas como Varig, L'Oréal, Vale, Stefanini, Rio 2016 e Automob, com forte atuação em gestão estratégica de talentos, desenvolvimento organizacional, cultura, comunicação interna e diversidade.
Administradora pela PUC-Rio, MBA em Gestão de Pessoas pelo COPPEAD/UFRJ, certificada PMP (PMI), CSM (Scrum Alliance) e em Gestão de Mudanças (HCMI).
Tiago Henrique
Executivo de gestão e estratégia
24 anos de experiência corporativa em gestão, pessoas, cliente, produtos, processos e projetos, com forte orientação para execução e resultados, em organizações como AB InBev e Grupo JTP.
Administrador com MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FIAP. Cofundador da Velis Intelligence e da ThsSoluções e professor de MBA na UNEED.
Autores25
Você consegue explicar como Pessoas vai contribuir para a estratégia do negócio em 2027?
O planejamento que você tinha na cabeça antes desta leitura ainda é o mesmo?
Qual decisão ficou mais clara e qual informação ainda falta?
Se amanhã você tivesse 30 minutos com o CEO, conseguiria defender por que essas são as decisões certas?